Thursday, June 4, 2009
Minhas Leituras e apreciações estéticas
Acompanhe minhas leituras em Óculos para ler ou Óculos para ler (blogger). Não comento nada, não reclamo de nada, apenas leio e transcrevo algo do que li, vi e se possível ouvi.
Thursday, May 28, 2009
Finis Operis
Com esse poema eu encerro este blogue. Não voltarei mais a postar, pois minha vida mudou da noite para o dia. Não vejo mais por que continuar. Se ajudei alguém através desse blogue fico alegre. Farewell!
I am
by John Clare
I am: yet what I am none cares or knows,
My friends forsake me like a memory lost;
I am the self-consumer of my woes,
They rise and vanish in oblivious host,
Like shades in love and death's oblivion lost;
And yet I am! and live with shadows tost
Into the nothingness of scorn and noise,
Into the living sea of waking dreams,
Where there is neither sense of life nor joys,
But the vast shipwreck of my life's esteems;
And e'en the dearest--that I loved the best--
Are strange--nay, rather stranger than the rest.
I long for scenes where man has never trod;
A place where woman never smil'd or wept;
There to abide with my creator, God,
And sleep as I in childhood sweetly slept:
Untroubling and untroubled where I lie;
The grass below--above the vaulted sky
Escute o poema aqui.
Eu sou; embora o que seja a ninguém interesse
Meus amigos abandonaram-me como uma memória perdida
Sou o único consumidor de meus infortúnios
Eles vem e vão alheios a minha vontade
Como sombras no amor e o esquecimento da morte
E mesmo assim eu sou! e vivo envolto em sombras
Em meio à ninharia do desdém e do ruído
No vibrante mar dos devaneios
Onde não há nem senso de vida ou alegrias
Além do naufrágio de minhas aspirações
E até os mais queridos -- a quem mais amo --
São estranhos-- não, mais estranhos que o resto
Anseio pelas paisagens que os homens nunca caminharam
Um lugar onde as mulheres nunca sorriram ou choraram,
Para habitar com meu criador, Deus;
E dormir como antes em minha doce infância dormira:
Calmo e despreocupado onde descanso
A grama embaixo--e acima a abóboda celeste.
I am
by John Clare
I am: yet what I am none cares or knows,
My friends forsake me like a memory lost;
I am the self-consumer of my woes,
They rise and vanish in oblivious host,
Like shades in love and death's oblivion lost;
And yet I am! and live with shadows tost
Into the nothingness of scorn and noise,
Into the living sea of waking dreams,
Where there is neither sense of life nor joys,
But the vast shipwreck of my life's esteems;
And e'en the dearest--that I loved the best--
Are strange--nay, rather stranger than the rest.
I long for scenes where man has never trod;
A place where woman never smil'd or wept;
There to abide with my creator, God,
And sleep as I in childhood sweetly slept:
Untroubling and untroubled where I lie;
The grass below--above the vaulted sky
Escute o poema aqui.
Eu sou; embora o que seja a ninguém interesse
Meus amigos abandonaram-me como uma memória perdida
Sou o único consumidor de meus infortúnios
Eles vem e vão alheios a minha vontade
Como sombras no amor e o esquecimento da morte
E mesmo assim eu sou! e vivo envolto em sombras
Em meio à ninharia do desdém e do ruído
No vibrante mar dos devaneios
Onde não há nem senso de vida ou alegrias
Além do naufrágio de minhas aspirações
E até os mais queridos -- a quem mais amo --
São estranhos-- não, mais estranhos que o resto
Anseio pelas paisagens que os homens nunca caminharam
Um lugar onde as mulheres nunca sorriram ou choraram,
Para habitar com meu criador, Deus;
E dormir como antes em minha doce infância dormira:
Calmo e despreocupado onde descanso
A grama embaixo--e acima a abóboda celeste.
Monday, May 18, 2009
Thursday, May 14, 2009
Artesanato Literário
Alguns escritores parecem ainda não ter deixado o estado de artesãos para o estado de artistas: e tem motivos financeiros para isso. Mas o que é artesanato e arte? O artesão aposta em uma fórmula fixa e vendável que atenda a um determinado público consumidor. Escritores como J.K. Rowling e Dan Brown sabem exatamente para que público estão trabalhando e fazem questão de repetir a fórmula exaustivamente. Quando se estuda linguística dá-se de cara com Hjelmeslev, e sua estrutura linguística de forma de conteúdo e forma de expressão, e em cada uma há uma substância e uma matéria de cada tipo. O importante aqui é saber que o artista experimenta com a matéria de conteúdo e expressão, que são amorfas e dá a essas matérias, suas substâncias, algo que persiste. O artesão talvez, passe por processos imaginativos de forma de conteúdo, mas sua forma de expressão é fixa, gerando sempre o mesmo tipo de obra.
Poucas pessoas arriscam trair seu estado de artesão e caminhar pelas veredas do mundo artístico de fato. Há realmente um bando de artesãos que acham que são artistas, aqui no Brasil há muitos. A emancipação de um estágio a outro é sempre crítica para o verdadeiro artista.
Poucas pessoas arriscam trair seu estado de artesão e caminhar pelas veredas do mundo artístico de fato. Há realmente um bando de artesãos que acham que são artistas, aqui no Brasil há muitos. A emancipação de um estágio a outro é sempre crítica para o verdadeiro artista.
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Literatura,
semiotics
Wednesday, May 13, 2009
Problema da Simultaneidade
Ontem, Lula, um dos professores da FAA(Faculdade de Abobrinhas Aplicadas), disse que "nunca antes na história desse país" houve tantas obras simultâneas. OK, vamos analisar esse problema cuidadosamente com o problema do leitor simultâneo. Um leitor comprava mais livros do que conseguia ler. Então um dia ele resolveu ler vários livros ao mesmo tempo[concomitantemente]. Começou com A, leu trinta páginas e pegou B, leu vinte; pegou C, e leu quinze, assim por diante. À medida que comprava livros lia e enjoava e passava a outro; no fim descobriu que passara quatro anos e ele não havia terminado nenhum livro que comprara. O outro leitor lia o livro A, B e C em sequência e terminou os livros em 4 anos. O terceiro leitor lia como o primeiro, mas focava seus esforços nos livro mais estratégicos esse terminou todos os livros em três anos.
Faculdade de Abobrinhas Aplicadas
É com grande orgulho que apresento a fundação da Faculdade de Abobrinhas Aplicadas, com os melhores professores doutorados neste assunto. Em Retórica Abobrística estão os professores Lula e Ahmadinejad; em Abobrologia Social, prof. Cardoso; em discurso abobrístico otimista, Bueno; em Otimização de Abobrinhas, Faustão.
Sabe-se que no mercado e na vida prática a capacidade de gerar abobrinhas é muito importante, muito mais importante que saber "cozinhar e descascar o pepino". Seja um abobrista profissional, nada de meias abobrinhas. Impressione a todos com suas abobrinhas e consiga os melhores empregos. Aprenda a plantar, colher, descascar e cozinhar suas abobrinhas ao gosto do público.
Sabe-se que no mercado e na vida prática a capacidade de gerar abobrinhas é muito importante, muito mais importante que saber "cozinhar e descascar o pepino". Seja um abobrista profissional, nada de meias abobrinhas. Impressione a todos com suas abobrinhas e consiga os melhores empregos. Aprenda a plantar, colher, descascar e cozinhar suas abobrinhas ao gosto do público.
Monday, May 11, 2009
sonhos
"Estamos próximos de despertar, quando sonhamos que estamos sonhando" (Novalis)
Ontem, sonhei com a Nicole; nada contra as loiras, mas preferia ter sonhado com a Jordana.
É uma penas que meus sonhos não estejam à venda.
Ontem, sonhei com a Nicole; nada contra as loiras, mas preferia ter sonhado com a Jordana.
É uma penas que meus sonhos não estejam à venda.
Sunday, May 10, 2009
Todo bom poeta tem um pouco de parnasiano
Quando estudei os poetas parnasianos em minha adolescência, meu espírito rebelde foi absolutamente contra suas ideias. "Mas como esse negócio de forma?! Métrica?! Rima preciosa?!". A falta de subjetividade muito me incomodava. Logo os parnasianos tornaram-se meus inimigos preferidos. A simples menção do nome de Olavo Bilac quase me fazia babar de raiva. Por muito tempo escrevi poesias em versos livres e no ímpeto das emoções de um jovem. Contudo, recentemente, passei a anotar versos soltos, fragmentos de ideias. Primo pela objetividade, embora ainda não a adote completamente; optei pelas formas clássicas, os temas literários, clássicos e mitológicos[agora trabalho em um soneto sobre Ophelia], as rimas, os versos decassílabos e alexandrinos. Junto com cuidado cada verso solto, cada palavra, cada rima, tudo cuidadosamente encaixado com precisão. Aos poucos, assemelho-me mais aos malditos parnasianos do que antes e acho que todo bom poeta um dia fará o mesmo.
Saturday, May 9, 2009
Ophelia

(a tradução é minha)
*Ophelia, pintura de John William Waterhouse.
Marcadores:
Literatura
Thursday, May 7, 2009
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